despesa em I&D atingiu 1.5% do PIB

fiquei contente com a notícia de que a despesa em I&D portuguesa atingiu os 1.5% do PIB em 2008 (embora os dados sejam ainda são provisórios).

na minha opinião é complicado prever o que vai acontecer nos próximos anos mas, mesmo assim e num exercício de prospectiva, vou arriscar umas previsões…

  • tendo em conta que a despesa total em I&D tem vindo a crescer sustentadamente desde sempre (MSTI 2009-1) e, em particular, desde 2003. De facto, esta despesa total foi crescendo consistentemente de 1.0, 1.2, 1.9 e agora de 2.5 milhões de € em 2003, 2005, 2007 e 2008 (a preços constantes, como se pode ler aqui).
  • registe-se que o PIB português tem apresentado uma dinâmica imprevisível com momentos algo constantes de crescimento fraco (e.g. máximos de 3%) e alguns de contracção económica. De facto, para os mesmos anos referidos anteriormente, o PIB teve as variações de -0.8%, +0.9%, +1.9% e 0% relativamente aos anos anteriores (como se pode ler aqui)
  • note-se a este propósito que, apesar destas variações do PIB, a despesa em I&D das empresas portuguesas tem tido um crescimento sustentado desde sempre (MSTI 2009-1), pouco influenciado pelo clima económico e particularmente impressionante desde 2003, onde se registaram valores de 0.3, 0.5, 1.0 e 1.3 milhões de € em 2003, 2005, 2007 e 2008 (a preços correntes, como se pode ler aqui)

assim:

1º - no cenário mais previsível as despesas em I&D em Portugal vão continuar num crescendo estável semelhante ao acima descrito.

2º - a fazer fé nas previsões no Eurostat ;-) o PIB deverá primeiro contrair em 2009 cerca -2.9%, e depois crescer 0.3% em 2010 e 1% em 2011 (como se pode ler hoje aqui).

3º - consequentemente parece-me possível arriscar a previsão de que o indicador da despesa em I&D em % do PIB irá continuar a crescer de forma sustentada, pois não só se prevê que as despesas em I&D continuem a crescer, como também este indicador tem mostrado ser recentemente um campeão do crescimento paulatino e independente das variações do PIB (registando 0.74%, 0.81%, 1.21% e agora 1,51% do PIB nos anos de 2003, 2005, 2007 e 2008).

vamos ver se assim acontece…

20 mandamentos

Bertrand Russell propôs na sua autobiografia um código de conduta liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão. "Não para substituir o antigo", diz Russell, "mas para complementá-lo". Os dez princípios são:

1.     Não tenhas certeza absoluta de nada.

2.     Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.

3.     Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.

4.     Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.

5.     Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.

6.     Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.

7.     Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.

8.     Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.

9.     Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.

10.  Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.

In wikipedia Bertrand Russell

trabalho

Para a maioria dos membros de uma sociedade o trabalho é, de todas as actividades, a que ocupa a maior parte das suas vidas.

Tal como Bertrand Russell sublinhou no seu controverso In Praise of Idleness, a maioria de nós associa frequentemente a noção de trabalho a escravidão. Esta percepção redutora do trabalho engloba um conjunto de tarefas que pretendemos com frequência minimizar ou, se possível, escapar.

No entanto e de acordo com Anthony Giddens (2001), o trabalho “é mais do que escravidão, ou as pessoas não se sentiriam tão perdidas e desorientadas quando ficam desempregadas. […] Nas sociedades modernas ter um emprego é importante para se preservar o respeito por si próprio. Mesmo quando as condições de trabalho são relativamente monótonas, o trabalho tende a ser um elemento estruturante na constituição psicológica das pessoas e no ciclo das suas actividades diárias.”

Mudança Social

«Os seres humanos habitam a Terra há cerca de meio milhão de anos. A agricultura, a base necessária à fixação de aglomerados, tem apenas 12 mil anos. As civilizações remontam no máximo a 6 mil anos atrás.

Se se comparar a completa existência humana a 1 dia, a agricultura teria surgido às 23:56h e as civilizações às 23:57h. O desenvolvimento das sociedades modernas dar-se-ia apenas às 23:59 e 30 segundos!

É possível que se tenham dado tantas mudanças nos últimos trinta segundos deste dia de história humana como em todo o tempo precedente.»

by Anthony Giddens, Sociologia (2008), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

Vai mas é trabalhar

escolaridade obrigatória no 12º ano

o documento de trabalho para a Audição de Peritos (27 de Abril de 2009) na Assembleia da República elaborado pelo Ministério da Educação não é mais do que uma péssima argumentação política que procura, em vão, justificar o não cumprimento da promessa eleitoral do Partido Socialista que estabeleceria até 2009 a escolaridade obrigatória no 12º ano de escolaridade.

aqui deixei um post com o meu voto de protesto mas não resisto a sublinhar a ideia de que o silêncio táctico dos socialistas e das restantes bancadas é ensurdecedor e totalmente inaceitável numa democracia parlamentar séria e honesta... :(

sobre o método

Fui instruído nas letras desde a infância, e por me haver convencido de que, por intermédio delas, poder-se-ia adquirir um conhecimento claro e seguro de tudo o que é útil à vida, sentia extraordinário desejo de aprendê-las. Porém, assim que terminei esses estudos, ao cabo dos quais costuma-se ser recebido na classe dos eruditos, mudei totalmente de opinião. Pois me encontrava embaraçado com tantas dúvidas e erros que me parecia não haver conseguido outro proveito, procurando instruir-me, senão o de ter descoberto cada vez mais a minha ignorância.

E, contudo, estudara numa das mais célebres escolas da Europa, onde imaginava que devia haver homens sábios, se é que havia em algum lugar da Terra. Aprendera aí tudo o que os outros aprendiam, e mesmo não havendo me contentado com ciências que nos ensinavam, lera todos os livros que tratam daquelas que são reputadas as mais curiosas e as mais raras, que vieram a cair em minhas mãos. Além disso, eu conhecia os juízos que os outros faziam de mim; e não via de modo algum que me julgassem inferior a meus colegas, apesar de entre eles haver alguns já destinados a ocupar os lugares de nossos mestres. E, enfim, o nosso século parecia-me tão luminoso e tão fértil em bons espíritos como qualquer um dos anteriores, o que me levava a tomar a liberdade de julgar por mim todos os outros e de pensar que não havia doutrina no mundo que fosse tal como antes me haviam feito presumir. […]

Mas eu julgava já ter gasto bastante tempo com as línguas, e também com a leitura dos livros antigos, com suas histórias e suas fábulas. Pois quase a mesma coisa que conversar com os homens de outros séculos é viajar. E bom saber alguma coisa dos hábitos de diferentes povos, para que julguemos os nossos mais justamente e não pensemos que tudo quanto é diferente dos nossos costumes é ridículo e contrário à razão, como soem fazer os que nada viram. Contudo, quando gastamos excessivo tempo em viajar, acabamos tornando-nos estrangeiros em nossa própria terra; e quando somos excessivamente curiosos das coisas que se realizavam nos séculos passados, ficamos geralmente muito ignorantes das que se realizam no presente. […]

Aqui está por que, apenas a idade me possibilitou sair da submissão aos meus preceptores, abandonei totalmente o estudo das letras. E, decidindo-me a não mais procurar outra ciência além daquela que poderia encontrar em mim mesmo, ou então no grande livro do mundo, aproveitei o resto de minha juventude para viajar, para ver cortes e exércitos, para frequentar pessoas de diferentes humores e condições, para fazer variadas experiências, para pôr a mim mesmo à prova nos reencontros que o destino me propunha e, por toda parte, para reflectir a respeito das coisas que se me apresentavam, a fim de que eu pudesse tirar algum proveito delas. Pois acreditava poder encontrar muito mais verdade nos raciocínios que cada um forma no que se refere aos negócios que lhe interessam, e cujo desfecho, se julgou mal, deve penalizá-lo logo em seguida, do que naqueles que um homem de letras forma em seu gabinete a respeito de especulações que não produzem efeito algum e que não lhe acarretam outra consequência salvo, talvez, a de lhe proporcionarem tanto mais vaidade quanto mais afastadas do senso comum, por causa do outro tanto de espírito e artimanha que necessitou empregar no esforço de torná-las prováveis. E eu sempre tive um enorme desejo de aprender a diferenciar o verdadeiro do falso, para ver claramente minhas acções e caminhar com segurança nesta vida. […]

A verdade é que, ao limitar-me a observar os costumes dos outros homens, pouco encontrava que me satisfizesse, pois percebia neles quase tanta diversidade como a que notara anteriormente entre as opiniões dos filósofos. De forma que o maior proveito que daí tirei foi que, vendo uma quantidade de coisas que, apesar de nos parecerem muito extravagantes e ridículas, são comumente recebidas e aprovadas por outros grandes povos, aprendi a não acreditar com demasiada convicção em nada do que me havia sido inculcado só pelo exemplo e pelo hábito; e, dessa maneira, pouco a pouco, livrei-me de muitos enganos que ofuscam a nossa razão e nos tornar menos capazes de ouvir a razão. Porém, após dedicar-me por alguns anos em estudar assim no livro do mundo, e em procurar adquirir alguma experiência, tomei um dia a decisão de estudar também a mim próprio e de empregar todas as forças de meu espírito na escolha dos caminhos que iria seguir. Isso, a meu ver, trouxe-me muito melhor resultado do que se nunca tivesse me distanciado de meu país e de meus livros. […]

Portanto, em lugar desse grande número de preceitos de que se compõe a lógica, achei que me seriam suficientes os quatro seguintes, uma vez que tornasse a firme e inalterável resolução de não deixar uma só vez de observá-los.

O primeiro era o de nunca aceitar algo como verdadeiro que eu não conhecesse claramente como tal; ou seja, de evitar cuidadosamente a pressa e a prevenção, e de nada fazer constar de meus juízos que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito que eu não tivesse motivo algum de duvidar dele.

O segundo, o de repartir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possíveis e necessárias a fim de melhor solucioná-las.

O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e presumindo até mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros.

E o último, o de efectuar em toda parte relações metódicas tão completas e revisões tão gerais nas quais eu tivesse a certeza de nada omitir.

In O discurso do método, René Descartes

HOME O Mundo é a nossa casa

lessons from the crisis 2

Daniel Kahneman stated recently that current economic models are not good to predict rare events, such as the present financial crisis (see the Digital Life Design Conference). However, I must say that I never accepted many of these models not because they couldn’t predict rare events, but primarily because they didn’t make economic sense at all.

I must say that most of my scepticism came from extended expert explanations about the economics’ of Futures, Risk Assessment, Re-selling banks’ risk and “Secure” investment funds. During these explanations the models seemed to me unreal and their implausibility could only stand to reason when observed from within and detached from the real world. In fact, the human tendency to forcibly explain reality with numerology encourages too much attention on the details of models that only concern a specific and rarely reproducible reality. Naturally, these intricate (and sometimes sterile) details induced a stimulus to lose sight within a single tree and to forget the understanding of the forest. In the end there was plenty of room to greedy and fatal errors, not because they weren’t good to predict rare events, but primarily because they were far-fetched when facing reality.

Kahneman stated also that it’s better to have some models predicting reality than not to have them at all. And to a certain extent I agree with him. Nevertheless, the present crisis helps to sustain the idea that too much information might stimulate numerology rather than economic reasonability. Once again, the quest for knowledge can produce either sterile (sometimes fatal) encyclopaedias or uncomfortable critical thinking on mainstream granted ideas…

 

What is that?

getting old...

lessons from the crisis

never give a fool sterile information because he cannot ignore it

escolaridade obrigatória não aumentou para os 12 anos

A passagem da escolaridade obrigatória dos 9 para os 12 anos ficou prometida no programa eleitoral do Partido Socialista. O ensino obrigatório até ao 12º ano era uma medida de génese profundamente política e ligada à raíz do pensamento social-democrata europeu. Para além disso, e como se pretendia também resolver o maior problema português do século XXI (e.g. as fracas qualificações dos portugueses), a medida apareceu inscrita logo no início do Programa do XVII Governo Constitucional (página 21).

Ontem e já no final desta legislatura, a Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues demitiu-se de cumprir o prometido no programa eleitoral do governo e remeteu a medida confiantemente para o ano de 2012. Note-se que, provavelmente, Maria de Lurdes Rodrigues não será a próxima Ministra da Educação na legislatura que se segue. A Ministra faltou ao prometido e perdeu uma oportunidade histórica para criar uma dinâmica de mudança na paupérrima força de trabalho portuguesa...

the future is near

200 years that changed the world

the terrifying future of war

magalhães na escola


esta discussão à volta da introdução do computador Magalhães nas escolas traz-me más recordações.

lembro-me por exemplo da passagem das canetas de tinta permanente para as BIC na escola. Na altura, os pais mais conservadores vaticinaram que as criancinhas seriam burras e, pelo sim pelo não, no meu colégio a tinta permanente foi sempre obrigatória até ao fim da 4ª classe.

outra discussão que entreteve (e se calhar ainda entretém!) muita gente foi a de deixar as crianças verem televisão. Os pais mais radicais não tinham televisão porque, declaravam, as criancinhas ficariam totalmente obtusas com o acesso à nova tecnologia.

outra celeuma bíblica foi a compra de computadores ZX Spectrum. Os pais mais conservadores diagnosticaram um coma crónico a qualquer cria que jogasse PacMan, Tetris ou Chuckie Egg.

mas pior ainda foi a introdução do telemóvel. Essa malta velha e amorfa de gente que renegou o aparecimento de novos meios de comunicação, privou tantas jovens de serem felizes se pudessem falar mais com os namorados, combinar encontros fortuitos nas arrecadações do prédio ou simplesmente amanhecer abraçados naquelas praias da costa… :(

enfim eu, que provei em barda de todas estas tecnologias deliciosas :) sinto-me muito bem com tudo o que fiz, e agradeço nunca me ter sentido constrangido por pais radicais, conservadores, envelhecidos e velhos do restelo…

Conhecimento


Num esforço de compreensão milenar da performance das nações, Angus Madison (2006) apresentou uma imagem demográfica bastante explícita para a interpretação dos tempos em que vivemos: Uma criança nascida no ano 1000 poderia esperar viver em média cerca de 24 anos, enquanto que hoje em dia essa mesma criança pode esperar sobreviver em média 66 anos.
No entanto, se é verdade que a demografia mundial ajuda a identificar o caminho trilhado, ela não permite identificar as causas desta melhoria expressiva nas características de vida de um qualquer ser humano. Afinal, o que terá possibilitado esta evolução na esperança média de vida de uma criança à nascença?
O historiador económico David Landes explica a história milenar da riqueza (e da pobreza de algumas) das nações através do trabalho com “modestas, ainda que engenhosas, ferramentas e técnicas para nos tornar senhores de grandes máquinas e forças invisíveis”. Landes (1999, p.579) assinala que ao pôr de lado a magia e a superstição, o Homo Sapiens passou da observação rudimentar e inteligente para um gigantesco e crescente corpus de conhecimentos científicos, gerador de um contínuo fluxo de úteis aplicações. Este corpus de conhecimentos parece ser, de facto, o melhor racional encontrado para a compreensão das causas destas significativas melhorias nas condições de vida humana.

iluminismo


“O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direcção de outrem.

É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direcção de outrem.

Sapere aude! (Tem coragem para fazer uso da tua própria razão)".

By Immanuel Kant in Answering the Question: What is Enlightenment?

Balança de Pagamentos Tecnológica positiva pelo 2º ano consecutivo

os dados mais recentes do Banco de Portugal confirmam que a Balança de Pagamentos Tecnológica foi positiva em 2007 (como já se disse aqui) e agora também, pelo segundo ano consecutivo, em 2008.
a apresentação que preparei para estes dados deve ser analisada conjuntamente com os dados do Main Science and Technology Indicators 2008/2 pois ambos revelam, com consistência e oriundos de fontes distintas, um substancial aumento da capacidade científica-tecnológica do país e, finalmente, a chegada de Portugal ao pelotão dos países a que pertence por natureza.

as TIC na Economia do Conhecimento

a apresentação de hoje intitulada "As Tecnologias de Informação e Comunicação na Economia do Conhecimento" está disponível aqui. Qualquer comentário é sempre bem vindo :)

visions of the future

according to Professor Michio Kaku "We are witnessing an unparalleled explosion in scientific knowledge. We have learned more in the past 50 years than in all human history. And why is that? It's because of the synergy, the intense interplay between the 3 great revolutions: the quantum, computer and bio tech revolutions. Now, when these revolutions work in harmony they feed of each other, and unleash a tidal wave of scientific discovery. And this synergy will only accelerate into the 21st century, giving us technologies that we can only dream about." in BBC Visions of the future, The quantum revolution, BBC4, 2007 by Anne Laking (54m:30s)

mais Conhecimento nos últimos 50 anos do que em 130 mil anos

ando a pensar alto sobre a Sociedade do Conhecimento ou, para ser mais objectivo, sobre a Economia do Conhecimento, os seus fundamentos teóricos e implicações para as nações e empresas. Ouvi ontem no Canal Odisseia uma afirmação impressionante: O Homo Sapiens produziu mais Conhecimento nos últimos 50 anos do que o acumulado durante toda a sua história (130 mil anos).

esta observação espantosamente simples e muito provavelmente bastante verdadeira pode ter várias implicações, como por exemplo que evoluímos com um salto histórico; ou que podemos não estar "preparados" para viver bem com tanto Conhecimento (excesso de informação, catástrofes induzidas, etc)…

mas estas ideias são também muito difíceis de mensurar e daí termos de nos restringir ao que sabemos, como por exemplo que a estruturação das sociedades em torno da obrigatoriedade da escola, do culto do saber, da ausência de grandes guerras, da globalização, etc, poderá ter preparado os vários grupos de Homo Sapiens para produzir muito Conhecimento de uma forma exponencial nos últimos 50 anos...

recession & new middle class


nobody can really predict the next direction of this new bourgeoisie (2.5 billion people) born out of the last decades of globalization, especially if their middle class aspirations are dashed due to this deep recession...

if this ‘emergency’ economics lasts for a year or two, the values and attitudes of this new middle class may survive the pain of the economy. However, a prolonged crash might destroy the progress made (mainly by BRICs) towards democracy, tolerance and political stability values. One cannot ignore that middle classes were responsible for the emergence of fascism and the rising of many military juntas around the world.

but well… let’s just hope for the better!

on inequality and diversity

"this world is divided roughly into three kinds of nations: those that
spend lots of money to keep their weight down; those whose people eat
to live; and those whose people don't know where the next meal is
coming from."
in The wealth and poverty of nations, David Landes (1999)

siftables

vicky cristina barcelona... e a velha?

mas por que é que ninguém que eu conheça se lembra de falar da velha... sim, da velha casada, com um amante que é sócio do marido, que vive num palacete, tipo zombi, atávica na riqueza e aborrecimento em que mergulhou... deve ser por vivermos num país pobre ;)

20$ laptop

and the 20$ prototype laptop presented by India was received with widespread skepticism

homo sapiens

A tentativa de compreender e manipular o mundo à sua volta, possibilitou ao homo sapiens desenvolver tecnologia e ciência como um projecto comum e não individual. O grande problema das construções humanas, no entanto, é que os homens agarram-se a elas com crenças, mitos, rituais, valores e normas sociais perdendo capacidade de manobra e objectividade.

Portugal atingiu os seus parceiros em C&T II

e as boas notícias continuam, eh eh…

Agora foi a vez da Balança de Pagamentos Tecnológica registar um saldo positivo em 2007. Elaborei uma pequena análise quantitativa com os dados do Banco de Portugal para ajudar a perceber que foi o crescimento significativo dos créditos nos últimos anos (e não o abrandamento dos débitos) que motivaram esta subida histórica. Refira-se que ainda faltam os dados para Novembro e Dezembro de 2008 para podermos confirmar se este salto histórico veio para ficar, mas para já conseguimos um passo verdadeiramente impressionante: Pela primeira vez na história de Portugal a Balança de Pagamentos Tecnológica foi positiva!

Sublinhe-se que os dados provisórios do MSTI (ver post anterior) e agora os da Balança de Pagamentos Tecnológica indicam um reforço real das competências científicas e tecnológicas nacionais, e parecem registar finalmente o reposicionamento de Portugal junto dos seus parceiros de referência internacionais. Digo finalmente porque este foi um esforço de muitas gerações e de muitos eruditos anónimos que habitaram estas paragens tão áridas de saberes e conhecimentos…

and finally... we are ready to lead once more

Portugal atingiu os seus parceiros em C&T I

Após um longo e conturbado empenho iniciado ainda antes do século XX pelas camadas mais educadas da nação, Portugal recebe finalmente a confirmação do seu prolongado e difícil esforço científico e tecnológico. De facto, e embora os dados para 2007 ainda sejam provisórios, a publicação de referência nos sistemas de ciência e tecnologia no mundo, o Main Science and Technology Indicators da OCDE, registou no segundo semestre de 2008 valores para Portugal semelhantes aos dos seus países de referência junto das economias mais desenvolvidas do mundo. Essencialmente, a publicação relata esta aproximação de três formas igualmente importantes:

Em primeiro lugar, Portugal registou uma subida de 0,81% para 1,18% no indicador da Despesa em I&D em % do PIB entre 2005 e 2007, tendo subido 3 posições e encontrando-se na 22ª posição entre os 30 países analisados. De assinalar que Portugal quase atingiu os valores da Irlanda, classificando-se entre a Espanha e a Itália e acima do registado na Nova Zelândia, Hungria e Grécia. Note-se também que entre 2005 e 2007, o valor da despesa total em I&D aumentou 62%, tendo-se cifrado no último ano em 2754,3 milhões de $ (PPC a preços correntes).

Em segundo lugar, o esforço nacional reflectiu também um crescimento nos Recursos Humanos. O indicador relativo ao total de investigadores (ETI – Equivalente a Tempo Integral, ‰ do total do emprego) cresceu de 4,1 para 5,5 entre 2005 e 2007, tendo Portugal subido 5 posições e classificando-se uma vez mais em 22º entre os 30 países analisados. Note-se que os investigadores em ETI cresceram de 21126 para 27986, reflectindo um aumento da ordem dos 32%.

Por último mas não menos importante, o principal contributo para esta aproximação aos países de referência deve-se sobretudo ao crescimento da I&D nas empresas portuguesas. O sector empresarial português foi responsável pela maioria da despesa executada em I&D em 2007 (51,5%), aproximando-se finalmente da estrutura da I&D das economias mais avançadas da OCDE. No período entre 2005 e 2007, o valor da despesa em I&D nas empresas aumentou 117%, tendo-se cifrado neste último ano em 1417,2 milhões de $ (PPC a preços correntes). Os investigadores (ETI) presentes nas empresas portuguesas duplicaram, aumentando 115%, crescendo de 4014 para 8639 investigadores.

Esta aproximação era condição sine qua non para Portugal poder saltar para a linha da frente dos países mais desenvolvidos do mundo. Há ainda muito trabalho a fazer, principalmente na linha da qualificação superior para podermos viver numa Sociedade do Conhecimento. Agora é que não podemos mesmo parar, baixar os braços ou olhar para o difícil caminho percorrido... agora é que é mesmo sempre em frente... ;)

erroneous perception could be biologically adaptive

Professor Nicholas Humphrey suggested that the role of phenomenal consciousness, or a consciousness that can induce us in an erroneous/partial perception of reality, may be biologically adaptive.


Impossible Object...or Is It? - Click here for more free videos

In Humphrey’s point of view phenomenal consciousness may not be 'to enable us to do something we could not do otherwise, but rather to encourage us to do something we would not do otherwise: to make us take an interest in things that otherwise would not interest us, or to mind about things we otherwise would not mind about, or to set ourselves goals we otherwise would not set.'

The author still has to clearly demonstrate why Darwinist variations (like this one in phenomenal consciousness of a specie) induces adaption and, consequently, a better chance of survival by means of natural selection in its struggle for existence. Yet, it seems to me that he’s in a very interesting path…

Think Tank Index

The Think Tank Index is a comprehensive ranking of the world’s top think tanks, reflecting a US perspective of who influences who, broadly, in foreign affairs.

It is the annual result of a University of Pennsylvania’s postgraduate programme, based on a worldwide survey of scholars and experts.

The index can be found in the January/February issue of Foreign Policy Magazine. Note that, in a rather interestingly way, FP puts the mythic Rand Corporation at the top of the article…

o empobrecimento e a divergência económica portuguesa

O recente relatório da OCDE intitulado “Making Life Easy for Citizens and Business in Portugal – Administrative simplification and E-government” resume com uma subtil ironia o falhanço português na luta contra o empobrecimento e divergência económica iniciados em 2002. É que quando a OCDE afirma que a exemplar simplificação administrativa e a excelente implementação do E-government em Portugal são um brilhante exemplo para os países mais desenvolvidos do mundo, subentende-se também que Portugal fez o trabalho de casa errado, saltando a matéria do 1º e do 2º período e executando tarefas relativas a assuntos do fim do ano lectivo.

À partida, para um aluno atrasado, o trabalho sobre uma matéria mais complexa poderia até ser um sinal das suas capacidades de recuperação. De facto, até poderíamos argumentar que o desenvolvimento dos sectores de Tecnologias de Informação e Comunicação podem produzir um estímulo à modernização do Estado e, por via Keynesiana, à economia nacional.

Só que, no entanto, e para nosso desgosto colectivo, ao canalizarmos tempo e recursos para fazer este trabalho de casa (quando deveríamos estar a fazer outro) numa altura de acentuada crise estrutural (2002-2008), poderemos ter disparado um tiro ao lado do alvo com consequências cruéis para um país que, em crise, se prepara agora para enfrentar uma provável depressão mundial. É que um país deficitário em recursos humanos altamente qualificados que opta por canalizá-los para uma movimentação social acessória (e.g. modernização administrativa e E-government), poderá em tempo de crise ter drenado recursos aos sectores que mais poderiam vir a enriquecer e/ou alterar estruturalmente o país (e.g. alta intensidade tecnológica exportadora, os sectores tradicionais exportadores e mesmo a economia privada em geral).

Note-se a propósito da necessidade de alterar as exportações que podem enriquecer Portugal que, de acordo com os dados do Ministério da Economia relativos às saídas de produtos industriais transformados, não houve de 2001 a 2007 alteração significativa nos sectores da alta e da média-alta intensidade tecnológica. Resta-nos, portanto, a cada vez mais vaga esperança de que algo irá acontecer para que, na dupla adversidade, se possa forjar uma segunda oportunidade para mudarmos de caminho…

comparticipação europeia nas auto-estradas de 2009

Em geral interessava-me saber se o esforço financeiro do estado português em 2009 é compatível com a necessidade de captar os dinheiros disponíveis na UE.

Percebo a necessidade de apoiar as indústrias exportadoras, em particular se forem de alta intensidade tecnológica como a Qimonda. Aceito até que se apoie empresas que exportem produtos tradicionais mas que se vendem bem lá fora, como o vinho do Porto (ou outros) ou mesmo a venda de cortiça.

À primeira vista no entanto, e se os valores do financiamento europeu andarem na casa dos 30%, parece-me que as 3 auto-estradas adjudicadas são mais uma "Black Friday do Corte Inglês" (e.g. uma falsa oportunidade ou mesmo um engodo fácil para políticos ganharem eleições), dado que podemos estar a correr o risco do estado português ser dado como insolvente em 2009 à semelhança da Islândia em 2008.

pessimism?

[...] This is a nightmare, which will pass away with the morning. For the resources of nature and men's devices are just as fertile and productive as they were. The rate of our progress towards solving the material problems of life is not less rapid. We are as capable as before of affording for everyone a high standard of life—high, I mean, compared with, say, twenty years ago—and will soon learn to afford a standard higher still. We were not previously deceived. But to-day we have involved ourselves in a colossal muddle, having blundered in the control of a delicate machine, the working of which we do not understand. The result is that our possibilities of wealth may run to waste for a time—perhaps for a long time.
I doubt whether I can hope, in these articles, to bring what is in my mind into fully effective touch with the mind of the reader. I shall be saying too much for the layman, too little for the expert. For—though no one will believe it—economics is a technical and difficult subject. It is even becoming a science.
in The great slump of 1930 by John Maynard Keynes

living in a parallel universe

raise again, Leopold, raise again…


for several generations of travelers in India, Leopold Cafe was a place where we could go at any time and share our life experiences with tolerant people from all over the world. To those looking for travel adventures, Leopold Cafe was the place to meet your next traveler companion, to gather precious tips on what to do or where to go next, or to simply stay and talk to unknowns, letting things happen… Opened since 1871, Leopold Cafe was also a "must" among Indian artists, lost spirits or any awkward character of this increasingly pre-formatted world.
on Wednesday night, however, this peaceful and tolerant cafe was suddenly bombed by several suicidal young men. They were wearing backpacks, t-shirts and jeans, just like I did when drifting throughout India… Up to now, analysts believe that this act of collective paranoia was sourced in either Islamic fundamentalism or exacerbated nationalism ☹

on the difference between liberals and conservatives

a russian Zwischenzug?

like in a chess game, the Russian announcement to deploy short-range missiles in Kaliningrad while the world listened to Barack Obama's victory speech was the most symbolic and preemptive statement of military strategy since the end of the cold war.

if the Russians are not into rhetoric bluffing, one could expect either the catastrophic beginning of German rearmament (with collateral effects in the rest of the European armies) or a fast and unequivocal US response to reassure NATO protection to the Germans. Otherwise…


registo


hoje sinto-me particularmente bem. Estou feliz. Hoje corto a barba!

notes on Obama's victory

During the winter of 2007 I felt, for the first time in my life, that scientific righteousness along with sensible wisdom could be transformed into public policy. At that time I noticed that Barack Obama was still writing as a Harvard boy, but those utopian days made me believe that change in the way we formulate public policy was really possible… After reading Obama’s proposals I felt them as striking, compelling and transforming, especially if one takes into account my disappointment with Portuguese policies and politicians…

In the end of spring 2007, I came to realize through a more stylized text in Foreign Policy that Obama had dark skin. Suddenly, I felt that change in the way we do politics was possible and maybe, just maybe, one day it could be real… yet, I had this vague somewhat strange feeling that it was too perfect to be true.

During the winter of 2008, I realized in a visit to my sister in NYC that an erudite black young guy was exactly what America needed to be at ease with its past, present and future. I remember feeling it so strongly and immensely while walking alone through a few empty poor places in New York, as well as while stumbling around in the underground (I wrote a few notes on that here and here)

Today, we celebrate Barack Obama’s democratic victory with joyful enthusiasm and inspired freedom. Tomorrow, nevertheless, we will have to go back to the intricate details of his presently naive economics, and dive into some real politics and realism…

Congratulations Obama!


it's not just Time... it's The Economist

tecnologias de informação e comunicação

aqui fica mais uma aula que dei sobre "Elementos para a caracterização das Tecnologias de Informação e Comunicação - o caso do ensino superior e do sistema científico-tecnológico português"

market naiveness...


"Those of us who have looked to the self-interest of lending institutions to protect shareholder's equity -- myself especially -- are in a state of shocked disbelief," said Alan Greenspan, the former Federal Reserve Chairman.

I guess Mr. Greenspan didn't realize that executives running financial institutions had very little incentives to protect shareholder's equity. In fact, although they had bonuses tied to stock performance, it was obvious that awards were distributed annually without strings attached against underperformance or even insolvency. The bonuses favored gambling on a year or two of outsized gains regardless of the long term interest of institutions… but then again, like in any religion what was obvious to some was unthinkable to others…

the pentagon's new map

here is a (very long but interesting) conference for those who like to feel the difference between utopia and realism in international relations or, if you want, the difference between academia and real world politics...


by the way, check the UChannel on iTunes U for a good and important collection of public affairs lectures, panels and events from academic institutions all over the world. it's possible to view, listen, stream or download them :)

h+


depressive guys like to remember the past, Zen masters prefer to sense the present and geeks like to live in the future…

to the former, I would like to present a new futuristic magazine…

just bear in mind that if only 1% of h+ ideas ever hit mass-markets there will be a revolution

open courses @ iTunes U


if you don't use iTunes U, check these ones @ MIT or Berkeley

funny?




a 'funny' thing happen to paul krugman this morning...

alerta QREN - os últimos dinheiros da União Europeia

the world on the edge

The Economist’s Leaders puts it bluntly: The credit crunch set the world on the edge

crisis - the international finance multiplier

“And so a crisis originating in Florida condos and San Diego McMansions is causing havoc for Greek banks. Financial globalization, it turns out, means globalized financial crises.” By Paul Krugman

US House backs $700bn bail-out

The US House of Representatives backs government plans for a $700bn bail-out for Wall Street :):):):):)

contagem final para o fim d.......

faltam só umas horas para sabermos se o congresso aprova o cheque da 'salvação' do mundo... como se faltasse umas horas para saber se o cometa Halley vai ou não chocar contra o planeta terra... temos que aguentar sem pânico a resposta e agir com sensatez... 

embora o povo durma tranquilamente sobre o assunto discutindo o casamento homossexual e as vitórias do Benfica, parece-me que existe só uma linha muito ténue a separar o fim-do-mundo-em-cuecas da esperança numa vida melhor para todos os que aqui habitam…

time for a depression? or shall we wait until friday?

 

o capitalismo de casino faliu

parece-me que nem o Friedman defenderia uma posição tão fundamentalista sobre a economia de mercado. de facto, Jeffrey Miron é um louco liberal que culpa o governo federal de tudo. para ele o governo é sempre grande demais e, como não poderia deixar de ser, esta desgraça aconteceu devido ao governo federal (vá lá que não mencionou a CIA, KGB, etc, eh eh). na LSE diriam que é mais um menino da escola de Chicago. para os advogados desta escola de pensamento económico não existem consequências sociais resultantes da actuação dos mercados, e os trabalhadores e as famílias não são parte do seu 'mundo' económico. o quasi-expectável colapso da economia mundial e a previsível fome induzida nos países mais subdesenvolvidos não são variáveis da sua equação económica perfeita...

como se verá dentro de pouco tempo, foi precisamente a celebração deste pensamento económico extremista junto das indústrias financeiras que provocou este desastre. é que afinal os mercados quando deixados a sós tornam-se autofágicos... e essa mão invisível de Adam Smith não existe nas economias de mercado... o que espero que exista é uma mão forte do estado que injecte dinheiro rapidamente no sistema financeiro, se não for já tarde demais... :(

a falência deste modelo económico de génese marcadamente anglo-saxónica não implica a falência do sistema capitalista, mas simplesmente o colapso deste modo específico de capitalismo pouco regulado, popularizado pelas massas que investem na bolsa com quem joga num casino, financiando empresas e operações de investimento um pouco acriticamente... este tipo de capitalismo é problematicamente caracterizado por uma estrutura accionista que não tem um real controlo das empresas participadas, pois as acções são detidas cada vez mais não só por fundos sem 'cara' e que visam um lucro rápido para o seu investimento, mas também por uma classe média pulverizada e anónima que passou a 'jogar' na bolsa as suas economias.

ao contrário do sustentado por Jeffrey Miron, o problema que enfrentamos hoje não nasceu nem da convicção de que o governo pagaria a conta da Fannie e da Freddie e, muito menos, do alegado 'empurrão' dado pelo Congresso para que estas empresas expandissem o crédito de alto-risco.
convém lembrar e vincar bem a ideia de que a Causa deste drama não se encontra no 'mau' comportamento (ou na dimensão) dos actores do sistema democrático. Bem sei que para muitos crentes no fundamentalismo do mercado seria bem mais fácil que assim fosse. Mas não. A CAUSA desta bola de neve centra-se em primeiro lugar nos mecanismos de estímulo salarial oferecidos aos gestores intermédios, onde quanto maior fosse a quantidade de crédito vendido maior seria a sua remuneração anual, independentemente do risco contido no crédito concedido. Em segundo lugar, parte deste problema é também ideológico na medida em que se centra na ausência de mecanismos de controlo do estado para regular o funcionamento de alguns mercados financeiros, e na inexistência de 'vontade' em fiscalizar a atribuição de crédito. Por último, e tal como referido anteriormente, é verdade que os gestores de topo aproveitaram-se da ausência de estruturas accionistas com poder efectivo para prevenir a (auto) atribuição de vencimentos milionários. No entanto, note-se que a soma desses vencimentos é economicamente irrelevante quando observado à luz da dimensão do crédito 'tóxico' existente na economia americana, e que o alarido resulta da reacção emocional popular quando compara vencimentos no mercado de trabalho.

chinese economic paralysis

to all those that think that financial paralysis wont hit the world, here is a quote about what is going on right now in China:

«’Orders to the U.S. have been reduced by 40 percent’, said Angela Hao, general manager for the Shenzhen office of the City Ocean shipping company. ‘At the moment everybody is struggling, trying to see who will survive’. » In The Washington Post

the lunatic House.gov

some lunatic adolescents in the House of Representatives in Washington are playing with my future for the next decade...
these mad people in the House claim for their own principles, while we face not just a financial Armageddon but also the collapse of the world economy...
It's time to worry, globally!


Post-Scriptum: It seems important to stress that 228 congressional representatives of the House voted against the bailout (133 were Republicans and 95 were Democrats) and only 205 voted Yes. According to The Washington Post out of those who vote against the bailout, about three-quarters belonged to the conservative Republican Study Committee, a majority were freshman lawmakers or lawmakers facing tough re-election battles, and about half belonged to the liberal Congressional Progressive Caucus.

hoje

hoje sou o maior do meu bairro! :)

Support Tibetan artisans community

Dear friends,

As you probably now, Tibet has been strongly affected by events in Lhasa of March, 2008. With the drop in tourism, Tibetan artisans have not been able to sell their products. Here is a link to a site of a friendly community of Tibetan artisans that I visited in 2006, and who are now able to sell their products on-line (www.tibetcraft.com).

If you think you can help, please visit their website and support this sustainable project, which embodies a long-term solution to the promotion and preservation of the Tibetan culture. The Dropenling community combines on-site artisan producer groups, handicraft sales and traditional cultural performances. As in 2006, all profits from Dropenling are returned to the artisan community in order to improve their working conditions and livelihood.

I bought several products for my flat and they mailed them to Portugal ahead of schedule. Although quality standards were still not at European level, I liked them so much that I continue to use them presently.

All the best,

Nuno FFG Boavida

From: dropenling@gmail.com

To: dropenling@gmail.com

Dear Friends and Supporters of the Tibet Artisan Initiative and the Dropenling Handicraft Development Center,

We are pleased to announce the opening of our E-Commerce Website where you can directly purchase Dropenling's Traditional Tibetan Hand-made Crafts made by the over 500 artisans we work with here in Tibet at: www.tibetcraft.com

You can also learn more about our non-profit project at: www.tibetcraft.org

The Tibet Artisan Initiative is a Social Enterprise – all profits are reinvested into the sustainability of Dropenling to cover its costs and then into the Tibetan Artisan Community through technical and business trainings, loans to artisans, and other initiatives such as the establishment of the Tibetan Artisans Association.

Thank You For Your Support !!!!

The Tibet Artisan Initiative & The Dropenling Handicraft Development Center

P.S. We will be holding several Trunk Shows at Handicraft Boutiques across the United States September – December, please see: http://www.asianart.com/articles/dropenling/index.html

Privacy Statement: We promise to keep your e-mail address secret from anyone else but us!! We will never sell or give away your e-mail address or contact information. If you wish to be removed from this mailing list, please reply to this address with the subject line "REMOVE ME PLEASE".

unlock 3G iPhone

I finally unlocked my 3G iPhone J (press mac or windows to read the tutorials).

I recommend installing intelliscreen (best stuff ever, dudes! it warns you about missed calls, sms, emails and events), cycirder (cam recorder), bossprefs (shortcuts) and winterboard (funny stuff).

Enjoy it!

 

the american promise


"This country of ours has more wealth than any nation, but that's not what makes us rich. We have the most powerful military on Earth, but that's not what makes us strong. Our universities and our culture are the envy of the world, but that's not what keeps the world coming to our shores.

Instead, it is that American spirit – that American promise – that pushes us forward even when the path is uncertain; that binds us together in spite of our differences; that makes us fix our eye not on what is seen, but what is unseen, that better place around the bend.

That promise is our greatest inheritance. It's a promise I make to my daughters when I tuck them in at night, and a promise that you make to yours – a promise that has led immigrants to cross oceans and pioneers to travel west; a promise that led workers to picket lines, and women to reach for the ballot.

And it is that promise that forty five years ago today, brought Americans from every corner of this land to stand together on a Mall in Washington, before Lincoln's Memorial, and hear a young preacher [Martin Luther King] from Georgia speak of his dream.

The men and women who gathered there could've heard many things. They could've heard words of anger and discord. They could've been told to succumb to the fear and frustration of so many dreams deferred.

But what the people heard instead – people of every creed and color, from every walk of life – is that in America, our destiny is inextricably linked. That together, our dreams can be one.

"We cannot walk alone," the preacher cried. "And as we walk, we must make the pledge that we shall always march ahead. We cannot turn back."

America, we cannot turn back. Not with so much work to be done. Not with so many children to educate, and so many veterans to care for. Not with an economy to fix and cities to rebuild and farms to save. Not with so many families to protect and so many lives to mend. America, we cannot turn back. We cannot walk alone. At this moment, in this election, we must pledge once more to march into the future. Let us keep that promise – that American promise – and in the words of Scripture hold firmly, without wavering, to the hope that we confess."

odyssey

greek islands & Alina's wedding in turkey

and

and then she said objectivity is a way to distract us from our emotional equations...

living in the present

on Russia III

"South Ossetia is a joint-venture between KGB generals and an Ossetian gangster, who jointly utilise the money disbursed by Moscow for fighting with Georgia", a Russian jornalist in The Economist 16-8-2008

hotel california

I finally found courage to leave Çesme eheh
I'm now able to rock Istanbul. Guys...I'm coming!

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by the way, did I ever mention that I have an iphone? ;)

on Russia II

The ongoing imperialistic Russian invasion of another free, democratic and sovereign country - Georgia - has several causes.
The autocratic Russian regime is loaded with lots of petrodollars, and needs to be consequent with its recent nationalist and agressive rethoric towards the world.
But most importantly, the forgely elected and bicefal dictactorship lodged in the Kremlin knows that not only it needs to control the only non-Russian pipeline of central Asia (that cross Georgia), but also to force NATO to reject Georgia's application to membership... at the same time, obviously...

Russians are bombing Tbilisi

According to the Georgian President, Russian jets bombed Tbilisi airport and tanks are invading other areas of Georgia beyond disputed zones.

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sent from my iphone

Homero's stone (Khios)

"Desisti agora todos da guerra, ó homens de Ítaca, para que sem derrame de sangue vos separeis!"
Assim falou Atena; e a todos dominou pálido terror. No pânico voaram-lhe das mãos as armas, que acabaram por cair no chão, quando ouviram a voz da deusa. Voltaram para a cidade, desejosos de salvar a vida. Deu então um grito terrível o sofredor e divino Ulisses, em lançou-se atrás deles, como uma águia em pleno voo.
Mas Zeus arremessou um relâmpago candente, que caiu à frente da filha de olhos garços, de tão poderoso pai nascida. Então disse a Ulisses Atena, a deusa de olhos garços: "Filho de Laertes, criado por Zeus, Ulisses de mil ardis! Retém a tua mão e pára o conflito desta guerra, para que contra ti se não encolerize Zeus, filho de Crono."
Assim falou Atena; e Ulisses obedeceu, alegrando-se no coração. Foram impostos juramentos, válidos no futuro para ambas as partes, por Atena, filha de Zeus detentor da égide, assemelhando-se a Mentor no corpo e na voz.
in Odisseia

08.08.08

Today we celebrate.










And hope China will finally join us :)

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on Russia

1 - Churchil's words on Russia: 'a riddle, wrapped in a mistery,inside an enigma'
2 - Russia is a land where pride and nationalism bolsters superiority and mask a frequent sense of grievance or inferiority
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só quero aquilo que tenho

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naxos epiphany

- Nuno, who do you think created all this beauty that you see around here?
- I don't know...it was already here when I arrived...
- no, Nuno, God did it...God created it for us...

obama's speech in berlin